Categoria: Programa Francamente

  • Reforma agrária é sobre comida, clima e futuro

    Reforma agrária é sobre comida, clima e futuro

    No Francamente, Gilmar Mauro amplia o debate sobre terra, alimentação e os desafios ambientais do Brasil.

    Falar em reforma agrária ainda provoca, no Brasil, uma reação imediata. Para muita gente, o tema parece distante, restrito ao campo ou aos movimentos rurais. Mas essa talvez seja uma leitura pequena demais para um problema que atravessa a história, a economia, a alimentação e o meio ambiente.

    A forma como um país organiza seu território define muito mais do que quem planta e quem colhe. Define o que chega à mesa, quanto custa a comida, quais áreas são preservadas, como as cidades crescem e que futuro climático estamos ajudando a construir.

    Esses foram alguns dos temas abordados pelo Francamente, apresentado por Tainan Franco, ao receber Gilmar Mauro, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. A conversa partiu da história da luta pela terra no Brasil, mas abriu espaço para uma reflexão mais ampla: discutir reforma agrária hoje é discutir também sistemas alimentares, sustentabilidade e projeto de país.

    Terra, alimento e desigualdade

    A concentração de terras atravessa a formação histórica do Brasil e ajuda a explicar por que a desigualdade brasileira não pode ser compreendida apenas pela renda. Ela também está inscrita no território.

    Quem controla a terra controla parte importante da produção de riqueza, da circulação de alimentos, da preservação ambiental e das possibilidades de vida de milhões de pessoas. Por isso, falar de reforma agrária é falar de uma estrutura que ainda influencia o preço dos alimentos, o acesso à produção, o trabalho no campo e o crescimento das cidades.

    Quando grandes áreas são destinadas sobretudo à produção de commodities, a diversidade alimentar, os circuitos locais e o acesso a alimentos frescos passam a disputar espaço com uma lógica voltada à exportação.

    Essa discussão está longe de ser exclusivamente brasileira. Organizações internacionais têm chamado atenção para a necessidade de transformar os sistemas alimentares, considerando seus impactos sobre clima, biodiversidade, saúde e segurança alimentar. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, por exemplo, destaca que padrões sustentáveis de produção e consumo de alimentos devem proteger a biodiversidade, contribuir para a estabilidade climática e reduzir a poluição.

    Nesse contexto, a agroecologia aparece como uma das alternativas em debate, ao aplicar princípios ecológicos ao desenho e à gestão de sistemas alimentares sustentáveis, podendo contribuir para sistemas mais produtivos, inclusivos e resilientes.

    É nessa direção que a ideia de “reforma agrária popular”, apresentada por Gilmar Mauro, amplia o debate. Não se trata apenas de distribuir terra, mas de pensar que tipo de alimento será produzido, com quais técnicas, em quais territórios e com quais impactos para a sociedade.

    Fonte: https://mst.org.br/nossa-producao/ (acessado em 07 de maio, 2026).

    Hoje, experiências ligadas aos assentamentos envolvem formação técnica, produção orgânica, bioinsumos, cooperativas, mecanização adaptada e pesquisa aplicada. A questão, portanto, não é opor campo e tecnologia, mas sim perguntar a serviço de que projeto a tecnologia será colocada: ela pode fortalecer circuitos locais, reduzir impactos ambientais, ampliar a autonomia dos produtores e melhorar a qualidade da alimentação; ou pode continuar a aprofundar a dependência de insumos externos, a concentração produtiva e a padronização alimentar.

    A crise climática também passa pelo prato

    A emergência climática tornou impossível separar agricultura, meio ambiente e vida urbana. Enchentes, estiagens, ondas de calor, insegurança hídrica, perda de biodiversidade e degradação do solo já afetam diretamente a vida nas cidades e no campo.

    A própria UNESCO tem destacado a importância de práticas sustentáveis de manejo da terra e de recuperação da saúde do solo como parte dos desafios ambientais contemporâneos. Na mesma direção, a transformação dos sistemas alimentares aparece como um ponto decisivo para enfrentar perdas de biodiversidade e reduzir pressões sobre a natureza.

    Por isso, discutir o uso da terra deixou de ser uma pauta setorial. Agroflorestas, recuperação de áreas degradadas, preservação de nascentes, redução do uso de venenos e produção de alimentos em bases sustentáveis são respostas concretas a problemas que já aparecem no cotidiano.

    Em regiões como Jundiaí, onde a expansão urbana convive com debates sobre preservação ambiental, abastecimento, mobilidade e qualidade de vida, essa conversa ganha ainda mais proximidade. Reforma agrária, nesse sentido, não diz respeito apenas ao campo distante. Também ajuda a pensar o modo como uma cidade decide crescer.

    Uma conversa necessária para além do campo

    Falar de terra é falar de alimentação. Falar de alimentação é falar de saúde. Falar de saúde é falar de meio ambiente. E falar de meio ambiente é falar também de cidade, planejamento urbano e futuro.

    Ao abrir espaço para essa conversa, o Francamente reafirma uma de suas vocações: provocar o debate público sobre temas que atravessam a vida cotidiana, mesmo quando parecem distantes dela.

    Assista ao episódio completo do Francamente com Gilmar Mauro e acompanhe essa conversa sobre reforma agrária, agroecologia, crise climática e os caminhos possíveis para pensar o Brasil.

  • WCD Jundiaí 2026 mostra a força de uma cidade que cria em rede

    WCD Jundiaí 2026 mostra a força de uma cidade que cria em rede

    Entre os dias 21, 22 e 23 de abril, Jundiaí recebeu a segunda edição local do World Creativity Day. O festival, que integra uma mobilização global em torno da criatividade, reuniu na cidade uma programação gratuita com painéis, oficinas, experiências e encontros voltados à inovação, educação, tecnologia, bem-estar, sustentabilidade, cultura e economia criativa.

    Com quase 30 inspiradores, a proposta foi oferecer um espaço para quem busca trocar conhecimentos, ampliar repertórios e se conectar com novas possibilidades criativas. A edição de 2026 também reforçou o lugar de Jundiaí dentro de um movimento maior: o maior festival colaborativo de criatividade do mundo, com atividades realizadas em diferentes cidades entre 19 e 23 de abril de 2026.

    Criatividade para além da arte

    Um dos pontos centrais do WCD Jundiaí 2026 foi ampliar a compreensão do que significa ser criativo. A criatividade pode ser entendida como a capacidade de imaginar soluções, conectar saberes, transformar práticas e criar novas formas de agir no mundo — ideia destacada por Fabi Pincinato, líder do evento em Jundiaí, e Rosana Rodrigues, co-líder, em entrevista ao programa Francamente, apresentado por Tainan Franco, também co-líder do WCD em Jundiaí.

    Na conversa, elas desafiam a ideia, ainda comum, de que a criatividade pertence apenas a artistas, designers ou profissionais da comunicação. No WCD, ela aparece como ferramenta cotidiana, presente na gestão, na saúde, no ensino, no empreendedorismo, na sustentabilidade e nas relações comunitárias.

    Um formato pensado para troca

    A programação deste ano apostou em painéis curtos, de cerca de 45 minutos, substituindo o modelo tradicional de palestras longas por uma dinâmica mais aberta à interação. A escolha revela o entendimento de que não basta apenas transmitir conteúdo; é preciso criar espaço para encontro, escuta, circulação de ideias e participação.

    Na entrevista ao Francamente, as organizadoras também destacaram que a curadoria foi construída de forma colaborativa. Pessoas de áreas diferentes foram aproximadas para gerar trocas menos óbvias e mais férteis — conectando, por exemplo, saúde, recursos humanos, educação, cultura, tecnologia e práticas criativas.

    Três dias, três espaços, muitas conexões

    A programação ocupou diferentes espaços da cidade, reforçando a ideia de que a criatividade pode circular por ambientes diversos.

    Painel na Mata Ciliar.

    No dia 21, a abertura oficial aconteceu na Mata Ciliar, com foco em inovação e meio ambiente, pensando a criatividade também como resposta aos desafios ambientais e à necessidade de novas relações com o território.

    Bateria Feminina da Escola de Samba União da Vila na Faculdade Anhanguera.

    No dia 22, as atividades seguiram na Faculdade Anhanguera, com oficinas e painéis sobre tecnologia, bem-estar e criatividade. A programação foi encerrada com uma roda de conversa sobre mulheres no samba, aproximando cultura popular e protagonismo feminino.

    Oficina de colagem no Senac Jundiaí.

    No dia 23, o festival chegou ao Senac Jundiaí, com atividades como oficina de colagem, painéis de discussão e uma vivência de Maracatu, encerrando a edição com uma experiência marcada pelo corpo, pelo ritmo e pela presença coletiva.

    Ao transitar por instituições de ensino, espaços de formação e ambientes ligados à cultura e à sustentabilidade, o WCD Jundiaí 2026 mostrou que a criatividade não cabe em um único palco. Ela se distribui pela cidade, ganha forma em diferentes linguagens e se fortalece quando encontra condições para circular.

    Em uma época em que muito se fala sobre economia criativa, o WCD Jundiaí ajuda a lembrar que desenvolvimento criativo não se faz apenas com grandes estruturas ou investimentos concentrados. Ele também depende de redes locais, de pessoas dispostas a compartilhar conhecimento, de instituições abertas ao diálogo e de iniciativas que ampliem o acesso da população à formação, à inspiração e à experimentação.

    Cobertura da Tribuna de Jundiaí.

    A força das parcerias locais

    A realização do evento também evidencia a força das parcerias locais. O WCD Jundiaí 2026 contou com a Adecil como mantenedora/patrocinadora principal, além do patrocínio da Agência io! e da VRS Academy. A Tribuna de Jundiaí atuou como parceira de mídia, e a rede de apoiadores contou com Tsuru Criativa, Tsuru Arte e MOV8 Produções, além das voluntárias que se somaram à mobilização criativa.

    Organizadoras e voluntárias WCD 2026.

    Mais do que uma programação pontual, o WCD Jundiaí se afirma como um movimento de conexão entre pessoas, instituições e iniciativas que acreditam na criatividade como força de transformação. Uma cidade que cria em rede cria também novas formas de imaginar seu próprio futuro.

    Para saber mais: WCD Jundiaí no Francamente

    Quem quiser conhecer melhor os bastidores, os propósitos e a visão por trás do World Creativity Day em Jundiaí pode assistir à entrevista no programa Francamente.

  • Paulo Betti fala sobre teatro, memória e trajetória artística em entrevista ao Francamente

    Paulo Betti fala sobre teatro, memória e trajetória artística em entrevista ao Francamente

    Ator, autor e diretor revisita mais de 50 anos de carreira e comenta o processo de criação do espetáculo Autobiografia Autorizada.

    Com mais de cinco décadas de carreira, Betti é um dos nomes mais reconhecidos da dramaturgia brasileira. Na entrevista, ele fala sobre a experiência de seguir em circulação pelo país, apresentando-se em diferentes cidades e mantendo no teatro uma forma direta de encontro com o público.

    Esse contato permanente com a plateia aparece também no espetáculo Autobiografia Autorizada, monólogo em que o ator, autor e diretor transforma lembranças pessoais em cena. A montagem reúne episódios de sua infância, juventude e formação artística, costurando humor, drama e poesia em uma narrativa marcada pela relação entre memória, criação e vida pública.

    Ao falar sobre o processo de criação do espetáculo, Paulo Betti comenta a importância de registrar histórias. Desde cedo, o hábito de anotar acontecimentos, guardar lembranças e observar personagens da vida cotidiana ajudou a formar um acervo pessoal que mais tarde se tornaria matéria dramatúrgica. A origem no interior de São Paulo, a vida em família, as oportunidades de formação e os encontros decisivos de sua trajetória aparecem como elementos centrais dessa construção.

    Na entrevista, Betti defende a cultura como parte fundamental do desenvolvimento humano e civilizatório, lembrando que o trabalho artístico não se limita ao entretenimento: ele ajuda a formar repertórios, ampliar imaginários e produzir vínculos entre pessoas, territórios e histórias.

    O ator também comenta os desafios enfrentados pela classe artística no Brasil, especialmente em um contexto em que políticas culturais e leis de incentivo muitas vezes são alvo de desinformação. A circulação de espetáculos, a presença de artistas em cidades fora dos grandes centros e a necessidade de democratizar o acesso à cultura atravessam a entrevista.

    Ao falar do ofício do ator, Betti aproxima arte, imaginação, trabalho e realidade, ressaltando a importância da parceria, da escuta e da presença em cada cidade por onde passa.

    O episódio completo está disponível no YouTube e nas plataformas digitais do Francamente.

    Serviço

    Programa: Francamente
    Apresentação: Tainan Franco
    Convidado: Paulo Betti
    Tema: Teatro, memória, cultura e trajetória artística
    Obra em destaque: Autobiografia Autorizada
    Onde assistir: plataformas digitais de podcast
    Realização: MOV8 Produções

  • Rogério Skylab: a arte contra a fórmula

    Rogério Skylab: a arte contra a fórmula

    Em conversa com Tainan Franco, músico, poeta e filósofo reflete sobre criação, indústria cultural e liberdade artística.

    Rogério Skylab ocupa um lugar singular na música brasileira. Músico, poeta, filósofo e artista de difícil classificação, construiu uma trajetória marcada pela experimentação, pelo humor ácido, pela provocação e pela recusa persistente às fórmulas prontas da indústria cultural.

    No Podcast Francamente, apresentado por Tainan Franco, Skylab revisita sua trajetória e propõe uma reflexão mais ampla sobre o lugar do artista em um tempo atravessado por mercado, algoritmos, nostalgia e autocensura. A conversa passa pela música brasileira dos anos 1980 e 1990, pela transformação da indústria fonográfica, pelo processo criativo e pela necessidade de não transformar a própria obra em prisão.

    Começar fora do tempo

    Ao falar de sua entrada na música, Skylab chama atenção para um aspecto pouco comum: ele não surge como uma promessa juvenil moldada pela urgência da indústria, mas como alguém que chega à carreira artística depois de uma formação intelectual e de um percurso já amadurecido. Esse deslocamento ajuda a explicar parte de sua singularidade.

    Skylab não se encaixa, assim, na imagem do artista produzido para ocupar uma faixa específica de mercado. Essa diferença também aparece quando ele comenta o chamado BRock dos anos 1980: para ele, parte daquela rebeldia foi rapidamente assimilada pela grande indústria, tornando-se uma espécie de transgressão administrada, palatável e limpa o suficiente para circular nos grandes meios.

    A indústria musical nos anos 90

    Os anos 1990 aparecem, na leitura de Skylab, como um período de fronteira. De um lado, ainda havia o peso das gravadoras, da televisão e da imprensa tradicional. De outro, começavam a surgir brechas para artistas, cenas e linguagens que antes permaneciam represados em guetos.

    Esse momento de transformação da indústria fonográfica abriu espaço para experiências menos previsíveis, entre as quais o próprio Skylab se insere: nem totalmente fora da indústria, nem plenamente absorvido por ela. Um artista que dialoga com a tradição da canção brasileira, com o rock, com a literatura, com o humor e com a filosofia, sem se acomodar em nenhum rótulo.

    Liberdade, imaginário e autocensura

    Na entrevista, Skylab também toca em um tema delicado: a autocensura na arte. Sua posição parte da defesa de que a obra artística lida com o imaginário, com zonas ambíguas, contraditórias e muitas vezes desconfortáveis da experiência humana.

    Isso não significa ignorar os debates públicos sobre responsabilidade, violência simbólica ou circulação de discursos, mas reconhecer que a arte não opera do mesmo modo que um pronunciamento institucional, uma peça de propaganda ou um manual de conduta.

    Na criação artística, há outra dimensão: a obra pode ser irônica, incômoda, ambígua e até desconcertante. No caso de Skylab, essa tensão é parte constitutiva de sua produção. A provocação aparece como modo de tensionar os limites da linguagem, sem se reduzir a uma mera estratégia de choque.

    Assista à entrevista

    Em tempos de consumo acelerado, métricas instantâneas e identidades artísticas cada vez mais moldadas para circular bem nas plataformas, a trajetória de Skylab recoloca perguntas importantes: o que ainda pode a canção? O que ainda pode o humor? O que ainda pode a provocação? E o que acontece quando um artista se recusa a facilitar demais a experiência do público?

    Ao receber Skylab, o Francamente abre espaço para uma conversa sobre música, mas também sobre liberdade criativa, indústria cultural e pensamento crítico.

    Assista ao episódio completo:

    A passagem de Rogério Skylab pelos estúdios da MOV8 Produções ainda rendeu um bônus: a gravação de um episódio de seu programa Empadinha de Camarão!

  • Reflorestar o imaginário: Ailton Krenak no Programa Francamente

    Reflorestar o imaginário: Ailton Krenak no Programa Francamente

    Em conversa com Tainan Franco, pensador indígena discute consumo, natureza, povos originários e os desafios de imaginar outros futuros.

    O Francamente, programa de entrevistas apresentado por Tainan Franco, recebe Ailton Krenak para uma conversa sobre crise climática, ancestralidade, povos indígenas, consumo e os limites do modelo de desenvolvimento que orienta a vida contemporânea.

    Reconhecido como uma das principais vozes do pensamento indígena brasileiro, Krenak parte da relação entre humanidade e natureza para questionar a ideia de progresso baseada na exploração contínua dos territórios, no consumo acelerado e na transformação da vida em mercadoria. Para ele, os sinais da crise ambiental já estão presentes no cotidiano — nas mudanças bruscas do clima, nos eventos extremos, na devastação dos territórios e na perda de vínculos com aquilo que sustenta a existência.

    A entrevista também aborda a sociedade do consumo e o modo como desejos são produzidos artificialmente, estimulando descarte, desperdício e formas cada vez mais frágeis de vida coletiva. Nesse contexto, a crise climática aparece não apenas como um problema ambiental, mas como consequência de escolhas políticas, econômicas e culturais.

    Ao longo da conversa, Krenak propõe olhar para a ancestralidade não como algo preso ao passado, mas como uma fonte viva para imaginar outros futuros. O conceito de bem viver surge justamente como contraponto à lógica da extração predatória, apontando para relações mais equilibradas com a terra, com os outros seres vivos e com as próximas gerações.

    A trajetória de luta pelos direitos indígenas também atravessa a entrevista. Krenak comenta sua atuação desde os anos 1970 e destaca a resistência dos povos originários diante da violência colonial, da pressão sobre os territórios e das tentativas de apagamento de seus modos de vida.

    Entre os pontos centrais do episódio está a necessidade de “reflorestar o imaginário”: recuperar a capacidade de imaginar modos de vida menos destrutivos, educar as novas gerações para um mundo em transformação e recolocar a vida no centro das escolhas coletivas.

    O episódio completo está disponível no YouTube e nas plataformas digitais do Francamente.

    Sobre o Francamente

    O Francamente é um programa de entrevistas da MOV8 Produções, apresentado por Tainan Franco. O programa recebe artistas, educadores, pesquisadores, gestores, ativistas, produtores culturais e fazedores de cultura para conversas sobre arte, sociedade, memória, território, política, diversidade e transformação.

    Serviço

    Programa: Francamente
    Apresentação: Tainan Franco
    Convidado: Ailton Krenak
    Tema: Crise climática, ancestralidade e bem viver
    Onde assistir: plataformas digitais de podcast
    Realização: MOV8 Produções