Economia criativa também é profissão: experiência da MOV8 aproxima jovens de diferentes caminhos de trabalho

Durante os três dias da Expo Profissões de Jundiaí, atividades da MOV8 convidaram estudantes a perceber quantas profissões se encontram para transformar uma ideia em música, audiovisual, eventos, comunicação e outros produtos criativos.

Quando falamos em escolher uma profissão, alguns caminhos aparecem rapidamente no imaginário. Outros estão presentes todos os dias naquilo que ouvimos, assistimos, lemos e compartilhamos, mas nem sempre são percebidos como parte de uma mesma cadeia econômica.

É nesse segundo grupo que entra a economia criativa.

Durante a Expo Profissões 2026, realizada pela Associação de Tecnologia e Inovação de Jundiaí (ATIJ), com apoio da Prefeitura de Jundiaí, entre 26 e 28 de outubro no Espaço Expressa, a MOV8 levou essa discussão para o contato direto com estudantes. A feira reuniu mais de 50 expositores entre instituições de ensino, empresas e organizações, criando um ambiente para conhecer cursos, profissões e diferentes possibilidades de atuação.

No estande da MOV8, a receptividade dos jovens às atividades chamou atenção. A conversa sobre economia criativa rapidamente saía do conceito abstrato quando eles começavam a reconhecer profissões por trás de coisas que já fazem parte de seu cotidiano.

Uma música precisa de quem compõe e interpreta, mas também pode envolver produção musical, técnicos, audiovisual, fotografia, design, comunicação, distribuição e gestão. Um evento mobiliza profissionais de áreas muito diferentes. O mesmo acontece com um programa de entrevistas, uma publicação ou uma produção audiovisual: o resultado que chega ao público é normalmente fruto do encontro entre conhecimentos e funções que, à primeira vista, poderiam parecer distantes entre si.

É justamente essa relação que ajuda a entender a economia criativa.

Segundo o Ministério da Cultura, o campo reúne atividades cujo valor está ligado à criatividade, ao conhecimento, à cultura e à inovação. Nele aparecem profissionais do audiovisual, música, moda, design, arquitetura, games, literatura, artes cênicas, gastronomia e diversas outras áreas.

E estamos falando de uma parcela relevante da economia brasileira. Dados apresentados pelo MinC apontam que os setores criativos movimentaram R$ 393,3 bilhões em 2023, equivalentes a 3,59% do PIB, enquanto cerca de 5,8 milhões de profissionais estavam ocupados nessas atividades em 2024.

Da ideia ao mundo

Para tornar essa teia produtiva mais visível, a MOV8 desenvolveu especialmente para a Expo o Jogo da Economia Criativa — Da ideia ao mundo, um quiz interativo em que o participante acompanha as decisões necessárias para tirar uma ideia do papel.

Em vez de apresentar uma lista de profissões, o jogo coloca o participante diante de situações concretas. A partir da escolha de uma área criativa, ele passa por etapas envolvendo tema, planejamento, profissionais necessários, produção e formas de fazer o resultado chegar ao público. A cada escolha, o quiz ajuda a perceber como diferentes funções se relacionam dentro do mesmo projeto.

As possibilidades passam por música, encontros de ideias e eventos, entrevistas e podcasts, televisão e webTV e publicações. Ao final, o jogador também encontra exemplos reais de projetos desenvolvidos pela MOV8.

Durante a Expo, o jogo funcionou principalmente como ponto de partida para conversas. À medida que os jovens avançavam pelas perguntas, surgiam comentários sobre edição de vídeo, fotografia, design, produção, comunicação, música e outras áreas que muitos já conheciam ou pelas quais demonstravam interesse, ainda que nem sempre as relacionassem à ideia de economia criativa.

Essa talvez tenha sido uma das experiências mais interessantes dos três dias: perceber que falar de economia criativa com jovens pode começar menos por uma definição e mais pela pergunta sobre quantas pessoas trabalham para que aquilo que consumimos culturalmente chegue até nós.

A discussão também apareceu fora do estande. Tainan Franco, diretora executiva da MOV8, participou durante a Expo do ATIJ Talks, podcast conduzido por Rodrigo Malagoli, organizador do evento, e gravado ao vivo no Espaço Expressa.

A conversa teve justamente a economia criativa como tema, ampliando o debate sobre as profissões, relações de trabalho e possibilidades que surgem quando cultura, comunicação, tecnologia e produção passam a ser observadas como parte de um mesmo ecossistema.

E o que os jovens pensam sobre cultura?

A MOV8 também aproveitou a presença dos estudantes para inverter um pouco a lógica da feira. Além de apresentar possibilidades profissionais, quis ouvi-los.

Ao longo dos três dias, jovens que passaram pelo estande foram convidados a participar de pequenas gravações e falar sobre suas próprias percepções a respeito de arte e cultura. As respostas trouxeram diferentes experiências, referências e maneiras de pensar o papel da criação no cotidiano — justamente entre pessoas que estão começando a imaginar os caminhos que poderão seguir profissionalmente.

Esses depoimentos serão publicados no Instagram da MOV8, permitindo que parte das conversas iniciadas na Expo continue circulando depois do evento.

Apresentar a economia criativa aos jovens não significa apenas mostrar que determinadas profissões existem. Também significa escutar como uma geração que cresceu cercada por audiovisual, redes, música, games, criação digital e novas formas de comunicação entende aquilo que chamamos de cultura.

Profissões que se encontram

A Política Nacional de Economia Criativa, atualmente estruturada pelo Ministério da Cultura por meio do Brasil Criativo, parte justamente da ideia de ecossistemas formados por trabalhadores, instituições, iniciativas e atividades que se conectam nos territórios.

Essa visão faz sentido também quando pensamos em formação profissional. Alguém interessado em tecnologia pode encontrar caminhos em games, audiovisual ou experiências digitais. Uma formação em administração pode levar à gestão de projetos culturais. Direito, contabilidade, arquitetura, engenharia e comunicação também aparecem em diferentes etapas de projetos criativos.

Na Expo Profissões, essa conversa ganhou um contexto especialmente adequado. Entre universidades, empresas, escolas técnicas e dezenas de possibilidades de carreira, a economia criativa ajudou a mostrar que uma escolha profissional não precisa ser pensada apenas dentro de setores isolados. Em muitos projetos, profissões muito diferentes trabalham lado a lado.

Foi esse encontro que a MOV8 procurou tornar visível durante os três dias: da primeira ideia até sua realização e circulação, existe uma rede de pessoas transformando conhecimento e criatividade em trabalho.

O Jogo da Economia Criativa — Da ideia ao mundo continua disponível gratuitamente no site da MOV8 para quem quiser experimentar o quiz e conhecer alguns desses caminhos. E, nas próximas publicações, o Instagram da MOV8 também reunirá as percepções dos estudantes que aceitaram compartilhar suas próprias respostas sobre arte e cultura durante a Expo.


A MOV8 agradece a Rodrigo Malagoli, organizador da Expo Profissões, pelo convite e pela oportunidade de participar desta edição, e a Fabi Pincinato, da Tsuru Criativo, pela parceria e participação no estande ao longo do evento. Foram três dias de encontros, conversas e trocas que ajudaram a aproximar dos estudantes um campo profissional muitas vezes presente em seu cotidiano, mas nem sempre reconhecido pelo nome: a economia criativa.


O Portal MOV8 seguirá acompanhando iniciativas, oportunidades e debates ligados à cultura, à economia criativa, à formação e ao mundo do trabalho, com atenção especial às conexões que surgem em Jundiaí e região e aos diferentes profissionais que ajudam a transformar ideias em projetos, conteúdos e experiências.