Autor: Equipe MOV8

  • Sinalário de Termos Lógico-Filosóficos inaugura a Santé Acadêmica

    Sinalário de Termos Lógico-Filosóficos inaugura a Santé Acadêmica

    Publicação nasce do projeto LogLibras, desenvolvido com apoio do CNPq, e reúne termos de Lógica e Filosofia em uma perspectiva bilíngue, intercultural e acessível

    A publicação do Sinalário de Termos Lógico-Filosóficos marca a estreia da Santé Acadêmica, novo selo da Santé Publicações voltado a obras de perfil científico, formativo e acadêmico. A obra conta com coedição da MOV8 Produções e inaugura o selo com uma proposta que une pesquisa, acessibilidade, educação e cuidado editorial.

    Assinado por Rafael Rodrigues Testa, João Antonio de Moraes e Lucimar Bizio, o livro resulta do projeto LogLibras – Elaboração de material didático de Lógica para surdos em uma perspectiva bilíngue e intercultural, desenvolvido com apoio do CNPq. A pesquisa parte da compreensão de que o ensino de Lógica para estudantes surdos exige materiais concebidos a partir da Libras, respeitando suas especificidades linguísticas, visuais e pedagógicas.

    Ao longo do projeto, tornou-se evidente a necessidade de reunir, organizar e, em alguns casos, propor sinais ligados ao vocabulário lógico-filosófico. O Sinalário nasce dessa demanda concreta: oferecer um material de apoio para a mediação de conceitos filosóficos e lógicos em contextos de ensino bilíngue, contribuindo para ampliar as condições de acesso ao conhecimento.

    Mais do que um glossário, a publicação expressa um trabalho de pesquisa e criação didática desenvolvido em diálogo com a comunidade surda e com as necessidades reais do ensino. O livro sistematiza termos especializados e busca fortalecer a circulação de conteúdos filosóficos em Libras, respeitando a centralidade da língua de sinais na construção do conhecimento para estudantes surdos.

    A escolha do Sinalário de Termos Lógico-Filosóficos como primeira publicação da Santé Acadêmica também reforça a proposta do novo selo: reunir rigor científico, responsabilidade editorial e relevância social. A Santé Acadêmica surge como uma linha dedicada a obras de pesquisa, ensino e formação, com atenção à curadoria científica, à qualidade editorial e ao respeito ao trabalho intelectual dos autores.

    Para a MOV8 Produções, a coedição da obra dialoga com uma atuação mais ampla voltada à cultura, à educação, à acessibilidade e à produção de projetos com impacto social. Ao participar da publicação, a produtora reforça seu compromisso com iniciativas que aproximam conhecimento, inclusão e circulação pública de conteúdos formativos.

    O Sinalário de Termos Lógico-Filosóficos inaugura, assim, uma nova etapa editorial ao mesmo tempo em que dá visibilidade a uma questão fundamental: o acesso ao pensamento filosófico e ao ensino de Lógica também passa pela criação de materiais adequados às diferentes formas de linguagem, aprendizagem e experiência.

    Sobre o LogLibras

    O LogLibras – Elaboração de material didático de Lógica para surdos em uma perspectiva bilíngue e intercultural é um projeto desenvolvido com apoio do CNPq, voltado à produção de recursos didáticos de Lógica para estudantes surdos. A proposta considera a Libras como língua central do processo de ensino e aprendizagem, articulando pesquisa em Lógica, Filosofia, educação bilíngue e acessibilidade.

    Serviço

    Publicação: Sinalário de Termos Lógico-Filosóficos
    Autores: Rafael Rodrigues Testa, João Antonio de Moraes e Lucimar Bizio
    Projeto de origem: LogLibras – Elaboração de material didático de Lógica para surdos em uma perspectiva bilíngue e intercultural
    Apoio: CNPq
    Selo: Santé Acadêmica
    Coedição: MOV8 Produções
    Área: Filosofia, Lógica, Libras, educação bilíngue e acessibilidade

  • Palestras do TEDxJundiaí Women já estão no canal oficial TEDx Talks

    Palestras do TEDxJundiaí Women já estão no canal oficial TEDx Talks

    Edição leva ao público global reflexões sobre acesso como permanência, voz, autonomia e transformação

    Os vídeos das palestras do TEDxJundiaí Women – Acessos já estão publicados no canal oficial TEDx Talks, no YouTube. Com isso, as ideias compartilhadas no palco da edição passam a circular muito além da experiência ao vivo, ampliando o alcance das reflexões apresentadas no evento.

    Na abertura da noite, a curadora e anfitriã Tainan Franco explicou que falar de acesso não é falar apenas de entrada, mas das condições concretas que permitem permanecer, crescer, liderar e transformar. Em seu manifesto, definiu “acessos” como algo ao mesmo tempo direto e estrutural, ligado a oportunidade, renda, tempo, rede, informação, decisão e voz. Também chamou atenção para um ponto central da curadoria: trajetórias individuais não deveriam ser recebidas como exceções heroicas, mas como convite a uma reflexão coletiva sobre as condições que tornam certos caminhos possíveis.

    Foi a partir dessa perspectiva que as seis palestras da edição se organizaram. Em vez de tratar “acesso” como abstração, cada fala o aproximou de uma dimensão concreta da vida.

    O que sustenta o que ninguém vê

    A contribuição de Ana Oliva levou o público a pensar o acesso sob a ótica da liderança e da força mental. Ao relacionar esporte, vida e gestão, sua fala deslocou o foco para aquilo que nem sempre aparece: disciplina, resiliência e a capacidade de sustentar decisões em cenários difíceis.

    Ao falar do “invisível”, ela chama atenção para tudo o que não costuma caber em planilhas nem se tornar imediatamente visível aos outros, mas que, ainda assim, sustenta escolhas, trajetórias e resultados. Sua fala propõe uma visão de liderança menos centrada na aparência do comando e mais voltada ao trabalho interno de constância, maturidade e presença diante da incerteza.

    Quando reconhecer a si transforma uma vida

    Na fala de Kátia Teófilo, o acesso aparece como reconhecimento de si. Partindo de sua relação com o próprio cabelo, ela mostra como algo frequentemente tratado como simples questão estética pode carregar experiências profundas de apagamento, pertencimento, e transformação.

    Ao longo da palestra, o cabelo passa a condensar uma pergunta maior: o que muda quando alguém deixa de tentar caber no olhar dos outros e passa, enfim, a se reconhecer? Sua fala transforma uma trajetória pessoal em reflexão mais ampla sobre identidade, autoestima e liberdade para existir com mais inteireza.

    Presença e legado

    Revisitando a própria trajetória, Leandra Maia transforma barreiras e experiências de exclusão em uma reflexão sobre ocupação de espaços e a marca que cada pessoa deseja deixar no mundo.

    Sua fala não se organiza em torno da deficiência como encerramento de sentido, mas como parte de uma trajetória atravessada por dor, enfrentamento, força e construção de presença. Ao colocar em primeiro plano a pergunta sobre o legado, Leandra desloca o olhar do limite presumido para aquilo que se constrói a partir da experiência vivida.

    Trabalho, autonomia e caminho aberto para outras mulheres

    No caso de Miriam Müller, o acesso aparece em sua dimensão mais concreta: trabalho, formação e autonomia. Ao falar de sua entrada na construção civil e da criação de um projeto voltado à capacitação de mulheres, sua palestra mostra como aprender um ofício pode significar muito mais do que geração de renda.

    Em sua fala, acesso real envolve ferramentas, permanência, autoestima e a possibilidade de abrir portas para outras mulheres também.

    O que continua sendo humano

    A fala de Ethel Panitsa Beluzzi introduz uma reflexão filosófica na noite ao tomar a inteligência artificial como ponto de partida para investigar o que permanece propriamente humano. Ao discutir linguagem, viés, pensamento e os limites dos modelos de linguagem, ela propõe uma reflexão que ultrapassa o fascínio imediato pela tecnologia.

    Sua palestra levanta a necessidade de compreendermos os limites da IA e de não abrirmos mão daquilo que ela não substitui: experiência, senso crítico, construção de pensamento e a dimensão viva da linguagem. Ao fazer isso, Ethel desloca o debate da mera eficiência para uma pergunta mais profunda sobre o que nos constitui como humanos.

    Portas, chaves e desigualdade de acesso

    Encerrando a programação de falas, Mariana Janeiro organiza sua apresentação em torno da metáfora das portas e das chaves para discutir acesso, desigualdade e oportunidade. A partir de sua própria trajetória, ela mostra que aquilo que muitas vezes é lido como sorte também depende de condições concretas: origem, afeto, educação, identidade, autonomia, contexto, voz e poder.

    Sua fala dá ao tema do evento um desdobramento ético e coletivo. A pergunta deixa de ser apenas quem conseguiu entrar e passa a ser também quem recebeu as chaves, quem sequer sabe que certas portas existem e o que fazemos com aquilo a que tivemos acesso. Ao final, a reflexão se desloca do caso individual para a responsabilidade compartilhada de ampliar caminhos para outras pessoas.

    Uma conversa que continua

    No encerramento da noite, Tainan Franco retomou explicitamente essa dimensão coletiva. Ao destacar a importância de mulheres caminharem em rede, reconhecererem-se mutuamente e ampliarem espaços de permanência para outras, ela reposicionou o sentido de “Acessos”: mais do que conquistas individuais, trata-se de uma responsabilidade compartilhada.

    A realização do TEDxJundiaí Women – Acessos contou também com o apoio fundamental do Senac Jundiaí, instituição anfitriã desta edição. Ao acolher o evento e oferecer a estrutura necessária para sua realização e gravação, o Senac contribuiu diretamente para que essas ideias pudessem não apenas ganhar forma no palco, mas também seguir circulando agora no canal oficial TEDx Talks: como conjunto de ideias que ajudam a pensar, de maneira crítica e sensível, as estruturas — visíveis e invisíveis — que moldam quem pode acessar, permanecer, decidir e transformar.

  • Paulo Betti fala sobre teatro, memória e trajetória artística em entrevista ao Francamente

    Paulo Betti fala sobre teatro, memória e trajetória artística em entrevista ao Francamente

    Em conversa com Tainan Franco, ator, autor e diretor revisita mais de 50 anos de carreira e comenta o processo de criação do espetáculo Autobiografia Autorizada

    Com mais de cinco décadas de carreira, Betti é um dos nomes mais reconhecidos da dramaturgia brasileira. Na entrevista, ele fala sobre a experiência de seguir em circulação pelo país, apresentando-se em diferentes cidades e mantendo no teatro uma forma direta de encontro com o público.

    Esse contato permanente com a plateia aparece também no espetáculo Autobiografia Autorizada, monólogo em que o ator, autor e diretor transforma lembranças pessoais em cena. A montagem reúne episódios de sua infância, juventude e formação artística, costurando humor, drama e poesia em uma narrativa marcada pela relação entre memória, criação e vida pública.

    Ao falar sobre o processo de criação do espetáculo, Paulo Betti comenta a importância de registrar histórias. Desde cedo, o hábito de anotar acontecimentos, guardar lembranças e observar personagens da vida cotidiana ajudou a formar um acervo pessoal que mais tarde se tornaria matéria dramatúrgica. A origem no interior de São Paulo, a vida em família, as oportunidades de formação e os encontros decisivos de sua trajetória aparecem como elementos centrais dessa construção.

    Na entrevista, Betti defende a cultura como parte fundamental do desenvolvimento humano e civilizatório, lembrando que o trabalho artístico não se limita ao entretenimento: ele ajuda a formar repertórios, ampliar imaginários e produzir vínculos entre pessoas, territórios e histórias.

    O ator também comenta os desafios enfrentados pela classe artística no Brasil, especialmente em um contexto em que políticas culturais e leis de incentivo muitas vezes são alvo de desinformação. A circulação de espetáculos, a presença de artistas em cidades fora dos grandes centros e a necessidade de democratizar o acesso à cultura atravessam a entrevista.

    Ao falar do ofício do ator, Betti aproxima arte, imaginação, trabalho e realidade, ressaltando a importância da parceria, da escuta e da presença em cada cidade por onde passa.

    O episódio completo está disponível no YouTube e nas plataformas digitais do Francamente.

    Serviço

    Programa: Francamente
    Apresentação: Tainan Franco
    Convidado: Paulo Betti
    Tema: Teatro, memória, cultura e trajetória artística
    Obra em destaque: Autobiografia Autorizada
    Onde assistir: plataformas digitais de podcast
    Realização: MOV8 Produções

  • Ailton Krenak fala sobre crise climática, ancestralidade e bem viver em entrevista ao Francamente

    Ailton Krenak fala sobre crise climática, ancestralidade e bem viver em entrevista ao Francamente

    Em conversa com Tainan Franco, pensador indígena discute consumo, natureza, povos originários e os desafios de imaginar outros futuros

    O Francamente, programa de entrevistas apresentado por Tainan Franco, recebe Ailton Krenak para uma conversa sobre crise climática, ancestralidade, povos indígenas, consumo e os limites do modelo de desenvolvimento que orienta a vida contemporânea.

    Reconhecido como uma das principais vozes do pensamento indígena brasileiro, Krenak parte da relação entre humanidade e natureza para questionar a ideia de progresso baseada na exploração contínua dos territórios, no consumo acelerado e na transformação da vida em mercadoria. Para ele, os sinais da crise ambiental já estão presentes no cotidiano — nas mudanças bruscas do clima, nos eventos extremos, na devastação dos territórios e na perda de vínculos com aquilo que sustenta a existência.

    A entrevista também aborda a sociedade do consumo e o modo como desejos são produzidos artificialmente, estimulando descarte, desperdício e formas cada vez mais frágeis de vida coletiva. Nesse contexto, a crise climática aparece não apenas como um problema ambiental, mas como consequência de escolhas políticas, econômicas e culturais.

    Ao longo da conversa, Krenak propõe olhar para a ancestralidade não como algo preso ao passado, mas como uma fonte viva para imaginar outros futuros. O conceito de bem viver surge justamente como contraponto à lógica da extração predatória, apontando para relações mais equilibradas com a terra, com os outros seres vivos e com as próximas gerações.

    A trajetória de luta pelos direitos indígenas também atravessa a entrevista. Krenak comenta sua atuação desde os anos 1970 e destaca a resistência dos povos originários diante da violência colonial, da pressão sobre os territórios e das tentativas de apagamento de seus modos de vida.

    Entre os pontos centrais do episódio está a necessidade de “reflorestar o imaginário”: recuperar a capacidade de imaginar modos de vida menos destrutivos, educar as novas gerações para um mundo em transformação e recolocar a vida no centro das escolhas coletivas.

    O episódio completo está disponível no YouTube e nas plataformas digitais do Francamente.

    Sobre o Francamente

    O Francamente é um programa de entrevistas da MOV8 Produções, apresentado por Tainan Franco. O programa recebe artistas, educadores, pesquisadores, gestores, ativistas, produtores culturais e fazedores de cultura para conversas sobre arte, sociedade, memória, território, política, diversidade e transformação.

    Serviço

    Programa: Francamente
    Apresentação: Tainan Franco
    Convidado: Ailton Krenak
    Tema: Crise climática, ancestralidade e bem viver
    Onde assistir: plataformas digitais de podcast
    Realização: MOV8 Produções