Categoria: Portal MOV8

  • Palestras do TEDxJundiaí Women já estão no canal oficial TEDx Talks

    Palestras do TEDxJundiaí Women já estão no canal oficial TEDx Talks

    Edição leva ao público global reflexões sobre acesso como permanência, voz, autonomia e transformação

    Os vídeos das palestras do TEDxJundiaí Women – Acessos já estão publicados no canal oficial TEDx Talks, no YouTube. Com isso, as ideias compartilhadas no palco da edição passam a circular muito além da experiência ao vivo, ampliando o alcance das reflexões apresentadas no evento.

    Na abertura da noite, a curadora e anfitriã Tainan Franco explicou que falar de acesso não é falar apenas de entrada, mas das condições concretas que permitem permanecer, crescer, liderar e transformar. Em seu manifesto, definiu “acessos” como algo ao mesmo tempo direto e estrutural, ligado a oportunidade, renda, tempo, rede, informação, decisão e voz. Também chamou atenção para um ponto central da curadoria: trajetórias individuais não deveriam ser recebidas como exceções heroicas, mas como convite a uma reflexão coletiva sobre as condições que tornam certos caminhos possíveis.

    Foi a partir dessa perspectiva que as seis palestras da edição se organizaram. Em vez de tratar “acesso” como abstração, cada fala o aproximou de uma dimensão concreta da vida.

    O que sustenta o que ninguém vê

    A contribuição de Ana Oliva levou o público a pensar o acesso sob a ótica da liderança e da força mental. Ao relacionar esporte, vida e gestão, sua fala deslocou o foco para aquilo que nem sempre aparece: disciplina, resiliência e a capacidade de sustentar decisões em cenários difíceis.

    Ao falar do “invisível”, ela chama atenção para tudo o que não costuma caber em planilhas nem se tornar imediatamente visível aos outros, mas que, ainda assim, sustenta escolhas, trajetórias e resultados. Sua fala propõe uma visão de liderança menos centrada na aparência do comando e mais voltada ao trabalho interno de constância, maturidade e presença diante da incerteza.

    Quando reconhecer a si transforma uma vida

    Na fala de Kátia Teófilo, o acesso aparece como reconhecimento de si. Partindo de sua relação com o próprio cabelo, ela mostra como algo frequentemente tratado como simples questão estética pode carregar experiências profundas de apagamento, pertencimento, e transformação.

    Ao longo da palestra, o cabelo passa a condensar uma pergunta maior: o que muda quando alguém deixa de tentar caber no olhar dos outros e passa, enfim, a se reconhecer? Sua fala transforma uma trajetória pessoal em reflexão mais ampla sobre identidade, autoestima e liberdade para existir com mais inteireza.

    Presença e legado

    Revisitando a própria trajetória, Leandra Maia transforma barreiras e experiências de exclusão em uma reflexão sobre ocupação de espaços e a marca que cada pessoa deseja deixar no mundo.

    Sua fala não se organiza em torno da deficiência como encerramento de sentido, mas como parte de uma trajetória atravessada por dor, enfrentamento, força e construção de presença. Ao colocar em primeiro plano a pergunta sobre o legado, Leandra desloca o olhar do limite presumido para aquilo que se constrói a partir da experiência vivida.

    Trabalho, autonomia e caminho aberto para outras mulheres

    No caso de Miriam Müller, o acesso aparece em sua dimensão mais concreta: trabalho, formação e autonomia. Ao falar de sua entrada na construção civil e da criação de um projeto voltado à capacitação de mulheres, sua palestra mostra como aprender um ofício pode significar muito mais do que geração de renda.

    Em sua fala, acesso real envolve ferramentas, permanência, autoestima e a possibilidade de abrir portas para outras mulheres também.

    O que continua sendo humano

    A fala de Ethel Panitsa Beluzzi introduz uma reflexão filosófica na noite ao tomar a inteligência artificial como ponto de partida para investigar o que permanece propriamente humano. Ao discutir linguagem, viés, pensamento e os limites dos modelos de linguagem, ela propõe uma reflexão que ultrapassa o fascínio imediato pela tecnologia.

    Sua palestra levanta a necessidade de compreendermos os limites da IA e de não abrirmos mão daquilo que ela não substitui: experiência, senso crítico, construção de pensamento e a dimensão viva da linguagem. Ao fazer isso, Ethel desloca o debate da mera eficiência para uma pergunta mais profunda sobre o que nos constitui como humanos.

    Portas, chaves e desigualdade de acesso

    Encerrando a programação de falas, Mariana Janeiro organiza sua apresentação em torno da metáfora das portas e das chaves para discutir acesso, desigualdade e oportunidade. A partir de sua própria trajetória, ela mostra que aquilo que muitas vezes é lido como sorte também depende de condições concretas: origem, afeto, educação, identidade, autonomia, contexto, voz e poder.

    Sua fala dá ao tema do evento um desdobramento ético e coletivo. A pergunta deixa de ser apenas quem conseguiu entrar e passa a ser também quem recebeu as chaves, quem sequer sabe que certas portas existem e o que fazemos com aquilo a que tivemos acesso. Ao final, a reflexão se desloca do caso individual para a responsabilidade compartilhada de ampliar caminhos para outras pessoas.

    Uma conversa que continua

    No encerramento da noite, Tainan Franco retomou explicitamente essa dimensão coletiva. Ao destacar a importância de mulheres caminharem em rede, reconhecererem-se mutuamente e ampliarem espaços de permanência para outras, ela reposicionou o sentido de “Acessos”: mais do que conquistas individuais, trata-se de uma responsabilidade compartilhada.

    A realização do TEDxJundiaí Women – Acessos contou também com o apoio fundamental do Senac Jundiaí, instituição anfitriã desta edição. Ao acolher o evento e oferecer a estrutura necessária para sua realização e gravação, o Senac contribuiu diretamente para que essas ideias pudessem não apenas ganhar forma no palco, mas também seguir circulando agora no canal oficial TEDx Talks: como conjunto de ideias que ajudam a pensar, de maneira crítica e sensível, as estruturas — visíveis e invisíveis — que moldam quem pode acessar, permanecer, decidir e transformar.

  • Sustentabilidade em pauta: Fatec e TEDxJundiaí em parceria com foco em ESG e ODS

    Sustentabilidade em pauta: Fatec e TEDxJundiaí em parceria com foco em ESG e ODS

    Projeto integrador do curso de Gestão de Eventos conecta estudantes a um desafio real: estruturar um plano completo de sustentabilidade para o TEDxJundiaí 2026, alinhado a ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

    Estudantes da Fatec Jundiaí e a equipe do TEDxJundiaí estão unindo forças em uma parceria que atravessa a sala de aula: o objetivo é construir um projeto de sustentabilidade robusto e aplicável para o TEDxJundiaí 2026. A proposta conecta planejamento, governança e ações concretas alinhadas a ESG (ambiental, social e governança) e às ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU).

    Os protagonistas dessa iniciativa são estudantes do 4º semestre do curso de Gestão de Eventos. Como parte da disciplina Projeto Integrador IV, ministrada pela professora Marianna Lamas Ramalho, o grupo tem a missão de desenvolver um plano completo de sustentabilidade para o evento — com foco tanto em diretrizes quanto em entregas práticas que possam ser implementadas ao longo do projeto.

    O trabalho também integra conhecimentos e metodologias de diferentes disciplinas, como Ambientação e Segurança e Gestão de Projetos, conduzidas pelas professoras Mariana Abreu e Camila Molena. Na prática, isso significa viver a experiência de atuar com um cliente real (o TEDxJundiaí), exercitando pesquisa, diagnóstico, planejamento, cronogramas e indicadores — além de compreender, de perto, a dinâmica de um evento e os padrões de uma marca reconhecida mundialmente.

    Para o TEDxJundiaí, a iniciativa é uma oportunidade de fortalecer o evento com um olhar estruturado de sustentabilidade — indo além de ações pontuais e buscando uma visão de longo prazo, com impacto positivo e mensurável. Além disso, o plano deve trazer ideias de ações e contrapartidas sustentáveis que possam compor entregas para patrocinadores, conectando valor de marca, responsabilidade e resultados concretos para a comunidade.

    A parceria também reforça um aspecto central do TEDxJundiaí: disseminar ideias que merecem ser espalhadas, estimulando diálogo, aprendizado e transformação local. Quando a educação se encontra com a prática, e quando um projeto acadêmico se orienta por desafios reais do território, a sustentabilidade deixa de ser apenas discurso e passa a ser método, processo e decisão.

    Na foto: Tainan Franco e Rafael Testa apresentam o TEDxJundiaí à professora Marianna Lamas Ramalho e estudantes Aryan Nay, Cley, Giovana e Paulo.

    Sobre o TEDxJundiaí: O TEDxJundiaí é uma iniciativa local e independente (sob uma licença oficial do TED), dedicada a promover conversas e encontros que conectam ideias, pessoas e comunidade. | https://www.instagram.com/tedxjundiai/
    Sobre a Fatec Jundiaí: A Fatec Jundiaí forma profissionais com base prática e forte conexão com desafios reais, aproximando estudantes do mercado e de projetos com impacto social. | https://www.instagram.com/fatecjd/ | https://www.instagram.com/eventos_fatec_jundiai/

  • Paulo Betti fala sobre teatro, memória e trajetória artística em entrevista ao Francamente

    Paulo Betti fala sobre teatro, memória e trajetória artística em entrevista ao Francamente

    Ator, autor e diretor revisita mais de 50 anos de carreira e comenta o processo de criação do espetáculo Autobiografia Autorizada.

    Com mais de cinco décadas de carreira, Betti é um dos nomes mais reconhecidos da dramaturgia brasileira. Na entrevista, ele fala sobre a experiência de seguir em circulação pelo país, apresentando-se em diferentes cidades e mantendo no teatro uma forma direta de encontro com o público.

    Esse contato permanente com a plateia aparece também no espetáculo Autobiografia Autorizada, monólogo em que o ator, autor e diretor transforma lembranças pessoais em cena. A montagem reúne episódios de sua infância, juventude e formação artística, costurando humor, drama e poesia em uma narrativa marcada pela relação entre memória, criação e vida pública.

    Ao falar sobre o processo de criação do espetáculo, Paulo Betti comenta a importância de registrar histórias. Desde cedo, o hábito de anotar acontecimentos, guardar lembranças e observar personagens da vida cotidiana ajudou a formar um acervo pessoal que mais tarde se tornaria matéria dramatúrgica. A origem no interior de São Paulo, a vida em família, as oportunidades de formação e os encontros decisivos de sua trajetória aparecem como elementos centrais dessa construção.

    Na entrevista, Betti defende a cultura como parte fundamental do desenvolvimento humano e civilizatório, lembrando que o trabalho artístico não se limita ao entretenimento: ele ajuda a formar repertórios, ampliar imaginários e produzir vínculos entre pessoas, territórios e histórias.

    O ator também comenta os desafios enfrentados pela classe artística no Brasil, especialmente em um contexto em que políticas culturais e leis de incentivo muitas vezes são alvo de desinformação. A circulação de espetáculos, a presença de artistas em cidades fora dos grandes centros e a necessidade de democratizar o acesso à cultura atravessam a entrevista.

    Ao falar do ofício do ator, Betti aproxima arte, imaginação, trabalho e realidade, ressaltando a importância da parceria, da escuta e da presença em cada cidade por onde passa.

    O episódio completo está disponível no YouTube e nas plataformas digitais do Francamente.

    Serviço

    Programa: Francamente
    Apresentação: Tainan Franco
    Convidado: Paulo Betti
    Tema: Teatro, memória, cultura e trajetória artística
    Obra em destaque: Autobiografia Autorizada
    Onde assistir: plataformas digitais de podcast
    Realização: MOV8 Produções

  • Rogério Skylab: a arte contra a fórmula

    Rogério Skylab: a arte contra a fórmula

    Em conversa com Tainan Franco, músico, poeta e filósofo reflete sobre criação, indústria cultural e liberdade artística.

    Rogério Skylab ocupa um lugar singular na música brasileira. Músico, poeta, filósofo e artista de difícil classificação, construiu uma trajetória marcada pela experimentação, pelo humor ácido, pela provocação e pela recusa persistente às fórmulas prontas da indústria cultural.

    No Podcast Francamente, apresentado por Tainan Franco, Skylab revisita sua trajetória e propõe uma reflexão mais ampla sobre o lugar do artista em um tempo atravessado por mercado, algoritmos, nostalgia e autocensura. A conversa passa pela música brasileira dos anos 1980 e 1990, pela transformação da indústria fonográfica, pelo processo criativo e pela necessidade de não transformar a própria obra em prisão.

    Começar fora do tempo

    Ao falar de sua entrada na música, Skylab chama atenção para um aspecto pouco comum: ele não surge como uma promessa juvenil moldada pela urgência da indústria, mas como alguém que chega à carreira artística depois de uma formação intelectual e de um percurso já amadurecido. Esse deslocamento ajuda a explicar parte de sua singularidade.

    Skylab não se encaixa, assim, na imagem do artista produzido para ocupar uma faixa específica de mercado. Essa diferença também aparece quando ele comenta o chamado BRock dos anos 1980: para ele, parte daquela rebeldia foi rapidamente assimilada pela grande indústria, tornando-se uma espécie de transgressão administrada, palatável e limpa o suficiente para circular nos grandes meios.

    A indústria musical nos anos 90

    Os anos 1990 aparecem, na leitura de Skylab, como um período de fronteira. De um lado, ainda havia o peso das gravadoras, da televisão e da imprensa tradicional. De outro, começavam a surgir brechas para artistas, cenas e linguagens que antes permaneciam represados em guetos.

    Esse momento de transformação da indústria fonográfica abriu espaço para experiências menos previsíveis, entre as quais o próprio Skylab se insere: nem totalmente fora da indústria, nem plenamente absorvido por ela. Um artista que dialoga com a tradição da canção brasileira, com o rock, com a literatura, com o humor e com a filosofia, sem se acomodar em nenhum rótulo.

    Liberdade, imaginário e autocensura

    Na entrevista, Skylab também toca em um tema delicado: a autocensura na arte. Sua posição parte da defesa de que a obra artística lida com o imaginário, com zonas ambíguas, contraditórias e muitas vezes desconfortáveis da experiência humana.

    Isso não significa ignorar os debates públicos sobre responsabilidade, violência simbólica ou circulação de discursos, mas reconhecer que a arte não opera do mesmo modo que um pronunciamento institucional, uma peça de propaganda ou um manual de conduta.

    Na criação artística, há outra dimensão: a obra pode ser irônica, incômoda, ambígua e até desconcertante. No caso de Skylab, essa tensão é parte constitutiva de sua produção. A provocação aparece como modo de tensionar os limites da linguagem, sem se reduzir a uma mera estratégia de choque.

    Assista à entrevista

    Em tempos de consumo acelerado, métricas instantâneas e identidades artísticas cada vez mais moldadas para circular bem nas plataformas, a trajetória de Skylab recoloca perguntas importantes: o que ainda pode a canção? O que ainda pode o humor? O que ainda pode a provocação? E o que acontece quando um artista se recusa a facilitar demais a experiência do público?

    Ao receber Skylab, o Francamente abre espaço para uma conversa sobre música, mas também sobre liberdade criativa, indústria cultural e pensamento crítico.

    Assista ao episódio completo:

    A passagem de Rogério Skylab pelos estúdios da MOV8 Produções ainda rendeu um bônus: a gravação de um episódio de seu programa Empadinha de Camarão!

  • Reflorestar o imaginário: Ailton Krenak no Programa Francamente

    Reflorestar o imaginário: Ailton Krenak no Programa Francamente

    Em conversa com Tainan Franco, pensador indígena discute consumo, natureza, povos originários e os desafios de imaginar outros futuros.

    O Francamente, programa de entrevistas apresentado por Tainan Franco, recebe Ailton Krenak para uma conversa sobre crise climática, ancestralidade, povos indígenas, consumo e os limites do modelo de desenvolvimento que orienta a vida contemporânea.

    Reconhecido como uma das principais vozes do pensamento indígena brasileiro, Krenak parte da relação entre humanidade e natureza para questionar a ideia de progresso baseada na exploração contínua dos territórios, no consumo acelerado e na transformação da vida em mercadoria. Para ele, os sinais da crise ambiental já estão presentes no cotidiano — nas mudanças bruscas do clima, nos eventos extremos, na devastação dos territórios e na perda de vínculos com aquilo que sustenta a existência.

    A entrevista também aborda a sociedade do consumo e o modo como desejos são produzidos artificialmente, estimulando descarte, desperdício e formas cada vez mais frágeis de vida coletiva. Nesse contexto, a crise climática aparece não apenas como um problema ambiental, mas como consequência de escolhas políticas, econômicas e culturais.

    Ao longo da conversa, Krenak propõe olhar para a ancestralidade não como algo preso ao passado, mas como uma fonte viva para imaginar outros futuros. O conceito de bem viver surge justamente como contraponto à lógica da extração predatória, apontando para relações mais equilibradas com a terra, com os outros seres vivos e com as próximas gerações.

    A trajetória de luta pelos direitos indígenas também atravessa a entrevista. Krenak comenta sua atuação desde os anos 1970 e destaca a resistência dos povos originários diante da violência colonial, da pressão sobre os territórios e das tentativas de apagamento de seus modos de vida.

    Entre os pontos centrais do episódio está a necessidade de “reflorestar o imaginário”: recuperar a capacidade de imaginar modos de vida menos destrutivos, educar as novas gerações para um mundo em transformação e recolocar a vida no centro das escolhas coletivas.

    O episódio completo está disponível no YouTube e nas plataformas digitais do Francamente.

    Sobre o Francamente

    O Francamente é um programa de entrevistas da MOV8 Produções, apresentado por Tainan Franco. O programa recebe artistas, educadores, pesquisadores, gestores, ativistas, produtores culturais e fazedores de cultura para conversas sobre arte, sociedade, memória, território, política, diversidade e transformação.

    Serviço

    Programa: Francamente
    Apresentação: Tainan Franco
    Convidado: Ailton Krenak
    Tema: Crise climática, ancestralidade e bem viver
    Onde assistir: plataformas digitais de podcast
    Realização: MOV8 Produções