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  • OBMJ: música jamaicana à brasileira, feita para dançar

    OBMJ: música jamaicana à brasileira, feita para dançar

    Em conversa no Francamente, Sérgio Soffiatti e Felipe Pipeta falam sobre a trajetória da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, o Cine OBMJ e os caminhos de uma banda que mistura baile, cinema e ska.

    A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana já carrega uma ideia inteira no próprio nome. É orquestra, mas não no sentido “solene” da palavra. É brasileira, mas atravessada por ritmos jamaicanos. É grande no nome, na formação, no som e no projeto de transformar repertórios conhecidos em música para dançar.

    No Francamente, em conversa com Tainan Franco, Sérgio Soffiatti e Felipe Pipeta falaram sobre a origem da OBMJ, a relação com o ska, o reggae e a música jamaicana, os desafios de manter uma banda numerosa em atividade e o show Cine OBMJ, apresentado no Sesc Jundiaí.

    A conversa começa com bom humor — como costuma acontecer quando o Francamente recebe artistas que já chegam em clima de bastidor —, mas logo revela algo importante sobre a banda: por trás da leveza, existe pesquisa, direção artística e um compromisso sério com a música popular.

    Uma orquestra de baile

    A OBMJ nasceu do encontro entre músicos que já circulavam pela cena ska e pela música jamaicana em São Paulo. Sérgio vinha da banda Skuba; Pipeta, do Sapo Banjo. A amizade, a convivência e a afinidade musical foram aproximando os dois até que, em 2005, surgiu a ideia de criar uma big band dedicada à música jamaicana.

    A referência vinha de grupos como os Skatalites, uma espécie de matriz para quem pensa a música jamaicana com sopros, peso, balanço e formação numerosa. Mas a OBMJ não queria apenas copiar uma sonoridade de fora. A pergunta que moveu o projeto foi outra: se bandas do mundo inteiro faziam versões de músicas brasileiras em ritmos jamaicanos, por que músicos brasileiros não poderiam fazer isso a partir daqui?

    Foi dessa ideia que nasceu a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana: uma banda que olha para a tradição jamaicana, mas responde com sotaque próprio, humor, pesquisa e repertório brasileiro.

    E o termo orquestra entra justamente aí: como referência às antigas orquestras populares, às bandas de baile, aos grupos que faziam o público dançar em clubes e salões.

    O compromisso com a dança

    Ao longo da entrevista, Sérgio e Pipeta deixam claro que a banda tem um compromisso central: fazer o público dançar. Essa busca orienta os arranjos, a escolha do repertório e o modo como a OBMJ se relaciona com a música jamaicana.

    Os sopros assumem função quase vocal, conduzindo temas e melodias. A base precisa ser firme, repetitiva, simples na medida certa, capaz de sustentar o transe do ritmo. Há uma atenção ao minimalismo, à batida, ao espaço entre os instrumentos e àquilo que “bate sem doer” — música que entra no corpo, fica ali e move as pessoas.

    Essa escolha também ajuda a explicar a longevidade da banda. Manter nove músicos na estrada, com projetos paralelos, agendas diferentes e uma logística complexa, não é simples. Mas a OBMJ parece se sustentar justamente por combinar direção artística, amizade, humor e uma visão clara de projeto.

    Do ska ao cinema

    O show Cine OBMJ, tema da apresentação no Sesc Jundiaí, abre outra camada da banda: a relação com trilhas sonoras e memória afetiva. A proposta leva temas do cinema para o universo jamaicano, criando versões em ska, reggae e outros ritmos associados à sonoridade do grupo.

    A ideia funciona porque trilha de filme também é memória coletiva. Há temas que atravessam gerações, mesmo quando as pessoas não sabem nomear seus compositores. Ao trazer essas músicas para o corpo dançante da OBMJ, a banda aproxima cinema, baile e cultura pop de um jeito inesperado.

    Na entrevista, essa conversa se desdobra em uma reflexão sobre o tempo de escuta. Em uma época marcada por vídeos curtos, lançamentos acelerados e músicas transformadas em pequenos recortes para redes sociais, projetos como o Cine OBMJ lembram que algumas experiências precisam de mais duração. Um tema musical, um arranjo, um show e uma memória afetiva não se esgotam em 15 segundos.

    Uma banda grande em tempos pequenos

    A OBMJ também fala, inevitavelmente, sobre mercado. Manter uma banda autoral, numerosa e de nicho em atividade exige muito mais do que talento. Exige estrada, produção, gestão, negociação, lançamento, divulgação e uma dose constante de sobrevivência.

    A conversa passa por streaming, remuneração injusta, dificuldade de circulação, festivais conservadores e a sensação de que muitos artistas independentes vivem tentando acompanhar uma máquina que exige novidade o tempo todo.

    Ainda assim, a banda segue criando. Além do Cine OBMJ, há projetos como OBMJ Jazz, o show baile, novos lançamentos e ideias futuras, incluindo um projeto infantil e o bem-humorado Reggae Conniff, inspirado em Ray Conniff.

    Essa disposição para inventar novos formatos mostra uma banda que amadureceu sem perder o espírito de brincadeira. A OBMJ sabe rir de si mesma, mas também sabe o que está fazendo.

    Música para alimentar almas

    Talvez a melhor definição da OBMJ apareça quando os convidados falam do palco. No show, dizem eles, os boletos e problemas ficam do lado de fora. O que importa é a alegria de tocar junto, colocar o público para dançar e alimentar as almas de quem está ali.

    Essa frase resume algo essencial: a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana não trata a música apenas como repertório, estilo ou pesquisa. Trata como encontro. Um encontro entre Brasil e Jamaica, entre baile e cinema, entre sopros e memória, entre músicos que escolheram continuar fazendo exatamente aquilo em que acreditam.

    E, quando uma banda consegue transformar tudo isso em dança, o nome grande deixa de parecer exagero.

    Assista aqui:

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  • Rock Inc. aposta em releituras intensas para transformar clássicos do rock em experiência ao vivo

    Rock Inc. aposta em releituras intensas para transformar clássicos do rock em experiência ao vivo

    Com agenda aberta para bares e eventos públicos a partir de junho, banda formada em São Paulo reúne músicos experientes em versões de Linkin Park, Creed, Audioslave, Foo Fighters e outros nomes do rock.

    Há músicas que atravessam gerações não apenas porque foram gravadas, mas porque continuam vivas no corpo de quem canta junto. É nesse território — entre memória afetiva, peso sonoro e presença de palco — que nasce a proposta da Rock Inc., banda formada em São Paulo em janeiro de 2026.

    O projeto é novo, mas reúne músicos com longa vivência de palco. Somadas, as experiências individuais dos integrantes passam por apresentações ao lado de nomes como Frejat, Paulo Miklos, Matanza, Sepultura, Fresno, Dead Fish, Charlie Brown Jr., CPM 22, Raimundos, Lobão, Banda Malta, Supercombo, Angra, Rancore, Pitty, Nando Reis, Jota Quest, além de atrações internacionais como Maroon 5 e The Offspring.

    Com influências que passam pelo rock alternativo, pós-grunge e nu metal, o grupo se dedica a recriar grandes clássicos do rock em versões próprias, pensadas para o impacto do show ao vivo. No repertório, aparecem referências como Linkin Park, Creed, Audioslave, Thirty Seconds to Mars, Foo Fighters, System of a Down, Korn, Rage Against The Machine, Limp Bizkit, Slipknot, Stone Sour e Yungblud.

    A Rock Inc. trata o palco como lugar de experiência. Energia, entrega e conexão com o público orientam as releituras da banda, em sintonia com a frase que resume seu manifesto:

    “O rock nunca foi feito para ser apenas ouvido, mas sim, para ser sentido“.

    Clássicos revisitados com identidade própria

    A Rock Inc. surge em um momento em que a memória do rock dos anos 1990 e 2000 segue muito presente entre diferentes gerações. Canções marcadas por riffs pesados, refrões explosivos e forte carga emocional continuam mobilizando públicos que cresceram ouvindo essas bandas — e também novos ouvintes que chegaram a elas pelas plataformas digitais.

    A proposta do grupo é partir desse repertório conhecido, mas sem tratá-lo apenas como reprodução. As versões apresentadas pela banda buscam imprimir personalidade, atitude e uma nova camada de interpretação a músicas que já fazem parte da história afetiva de muita gente.

    Uma formação com estrada

    Embora tenha sido formada em janeiro de 2026, a Rock Inc. reúne músicos com trajetórias consolidadas. A banda é formada por Marcelo Carvalho nos vocais, Jay B. no baixo, Gui Figueiredo na bateria e Patrick Sant’Anna na guitarra.

    Marcelo Carvalho é cantor, músico, artista de vozes e criador de conteúdo. Reconhecido por sua extensão vocal e pela capacidade de transitar por estilos associados a nomes como Linkin Park, Slipknot, Metallica, Creed e Korn, foi finalista do programa Jovens Talentos, do Raul Gil, já cantou com Oficina G3 e Charlie Brown Jr., é endossante da Seize Instrumentos Musicais e creator da Capcom Brasil. Com mais de 900 mil seguidores nas redes sociais, Marcelo conecta performance vocal, rock, cultura gamer e entretenimento digital.

    Jay B. traz uma trajetória marcada pelo heavy metal e pela vivência de palco. Autodidata, começou sua caminhada musical inspirado por Steve Harris, do Iron Maiden, e fez parte da banda mineira Código B, com a qual dividiu palco com nomes como The Offspring, Maroon 5, Jota Quest, Charlie Brown Jr., Nx Zero, Pitty e O Rappa. Colecionador de instrumentos e com forte circulação no meio musical, Jay também construiu contato com referências internacionais do baixo, como Robert Trujillo, do Metallica; Duff McKagan, do Guns N’ Roses; Rudy Sarzo, que tocou com Ozzy Osbourne; Billy Sheehan, do Mr. Big; além do próprio Steve Harris, sua principal referência.

    Gui Figueiredo é baterista, educador musical e especialista oficial da linha V-Drums da Roland Brasil. Reconhecido na cena do metal e da música instrumental, foi fundador e baterista do Project46, além de integrar a banda Imbyra. Sua trajetória inclui também atuação como endossante da Roland em feiras, clínicas e eventos, consolidando uma presença ligada tanto à performance quanto ao ensino. Um dos episódios destacados em sua carreira foi ter sido chamado às pressas para substituir o baterista de uma banda de Huntington Beach, Califórnia, em apresentação em São Paulo; após apenas dois ensaios, tocou no Carioca Club para cerca de duas mil pessoas e acabou efetivado.

    Patrick Sant’Anna é músico, compositor e educador musical radicado em São Paulo. Reconhecido por sua atuação na banda Sondbroder e em projetos do cenário paulistano, Patrick transita por influências do pop, rock e blues, com presença em festivais e na noite da capital. Seu estilo combina técnica, elegância e timbres marcantes, e sua atuação como professor na Academia do Rock, em São Paulo, reforça sua relação com a formação de novos músicos.

    Somadas, essas trajetórias ajudam a explicar a proposta da Rock Inc.: uma banda recém-formada, mas sustentada por músicos que já carregam palco, repertório, técnica, rede e experiência. O projeto nasce com a energia de uma estreia, mas com a bagagem de quem conhece o caminho entre ensaio, estrada, público e performance ao vivo.

    O palco como lugar de impacto

    A experiência ao vivo é o centro da proposta. A Rock Inc. define seus shows como uma descarga de energia, atitude e emoção — uma jornada sonora que alterna peso, nostalgia, explosão e conexão.

    A cada música, a banda busca conduzir o público por uma experiência imersiva. Os refrões conhecidos aparecem como convite ao coro; os riffs funcionam como ponto de encontro entre memória e intensidade; e a performance transforma clássicos do rock e do nu metal em momentos de participação coletiva.

    Agenda aberta para shows públicos

    Até o momento, a Rock Inc. vinha se apresentando em eventos privados em São Paulo. Com o lançamento oficial de seu perfil no Instagram, a banda abriu a agenda para bares e eventos públicos a partir de junho de 2026.

    Para acompanhar novidades, agenda e conteúdos da banda, o principal canal é o Instagram: @bandarockinc

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